Foto: Vanderlei Almeida/AFP
Retroescavadeiras auxiliam na remoção dos escombros na procura de mais vítimas soterradas
Homens do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil encontraram, na manhã desta sexta-feira, o corpo de mais uma vítima do desabamento de três prédios no centro do Rio de Janeiro, ocorrido na noite de quarta-feira.
Segundo a Defesa Civil municipal, o corpo é de um homem, ainda não identificado. Com esse, sobe para sete o número de mortos na tragédia. Outras 20 pessoas estão desaparecidas.
Na manhã de hoje, será sepultado o corpo de uma das vítimas fatais. Celso Renato Braga Cabral, 44 anos, será enterrado às 10h30, no Cemitério do Marauí, em Niterói (RJ).
Segundo a Polícia Civil, além de Celso, também foi identificado Cornélio Ribeiro Lopes, 73 anos. Parentes também identificaram o corpo de Margarida Vieira de Carvalho e Nilson de Assunção Ferreira. Os outros três corpos ainda não foram identificados.
Desabamento
Três prédios desabaram no centro do Rio de Janeiro por volta das 20h30min de 25 de janeiro. Um deles tinha 20 andares e ficava situado na avenida Treze de Maio; outro tinha 10 andares e ficava na rua Manuel de Carvalho; e o terceiro, também na Manuel de Carvalho, era uma construção de quatro andares.
Segundo a Defesa Civil do município, sete pessoas morreram no acidente e 20 permanecem desaparecidas.
Cinco pessoas ficaram feridas com escoriações leves e foram atendidas nos hospitais da região. Cerca de 80 bombeiros e agentes da Defesa Civil trabalham desde a noite da tragédia na busca de vítimas em meio aos escombros. Estão sendo usados retroescavadeiras e caminhões para retirar os entulhos.
Segundo o engenheiro civil Antônio Eulálio, do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), havia obras irregulares no edifício de 20 andares. O especialista afirmou que o prédio teria caído de cima para abaixo e acabou levando os outros dois ao lado.
De acordo com ele, todas as possibilidades para a tragédia apontam para problemas estruturais nesse prédio. Ele descartou totalmente que uma explosão por vazamento de gás tenha causado o desabamento.
Com o acidente, a prefeitura do Rio de Janeiro interditou várias ruas da região. O governo do Estado decretou luto. No metrô, as estações Cinelândia, Carioca, Uruguaiana e Presidente Vargas foram interditadas na noite dos desabamentos, mas foram liberadas após inspeção e funcionam normalmente.