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14/05/2018 - 10:45
André admite apoio a outro candidato à Presidência caso MDB não emplaque
“A preferência é candidatura própria sempre, se for possível candidatura própria e se não der faz aliança”, disse
 
 
 
(Foto: Reprodução)
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André durante discurso em Naviraí

O ex-governador e presidente regional do MDB, André Puccinelli, admitiu a possibilidade de apoiar outra candidatura a presidente da República na eventualidade de o seu partido não lançar candidatura própria.


“A preferência é candidatura própria sempre, se for possível candidatura própria e se não der faz aliança”, declarou ele, em entrevista ao jornal Correio do Estado. 


Conforme noticiado pelo menos nove diretórios regionais não querem que o MDB apresente candidato próprio à sucessão do presidente Michel Temer. O cálculo foi apresentado na semana passada na casa do presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), com políticos do MDB e outros partidos.


Embora o presidente e pré-candidato à reeleição, Michel Temer (MDB) tenha dito, em entrevista ao Broadcast Político, que apenas “dois ou três diretórios” têm essa posição, a estratégia planejada pela cúpula da legenda consiste em evitar que uma aliança nacional atrapalhe as negociações nos estados.

Questionado se a rejeição do governo de Temer possa diminuir os votos para o partido, o presidente regional do MDB em Mato Grosso do Sul, Puccinelli ressaltou que não precisa ser necessariamente o nome do atual administrador do Brasil nas urnas. 


“Não (não precisar ser o Temer), temos que lançar candidatura própria. Pode ser Temer, Meirelles (ex-ministro da Fazenda) ou coligação. Aliança com quem tem proposta semelhante a nossa e quem tem condições. Não acho que pode prejudicar, acho que o eleitor sabe discernir”, afirmou.


Puccinelli lembrou ainda que mesmo em momentos onde o Partido dos Trabalhadores (PT) liderava a intenção de votos para Presidência da República os resultados não interferiram no Estado. Ele pondera que as questões nacionais têm pouca influência em MS. 


“Mesmo quando Lula era candidato e o Zeca dizia que se ele ganhasse conseguiria mais coisas para o Estado, foi eu que ganhei. Mato Grosso do Sul tem uma pequena influência na esfera federal, mas não chega a prejudicar nas urnas”, relatou. 


Em entrevista ao UOL, o ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo) disse que “felizmente esses pensamentos derrotistas e adesistas não são majoritários”.

O ministro chamou de “oportunista” o pedido de alguns emedebistas para que a sigla permaneça neutra na disputa e não apoia nenhum candidato à Presidência este ano para liberar os Estados. Ele ponderou que “cada um pode ir ter seus pensamentos”.


Marun diz ter certeza que o governo terá candidato e que é “provável” que seja um integrante do MDB. Neste caso, os nomes cotados são os do presidente Michel Temer e do ex-ministro Henrique Meirelles. Na última pesquisa realizada pelo Datafolha, em abril, ambos não ultrapassam 2% das intenções de voto. 


Sobre o baixo índice de aprovação dos pré-candidatos do MDB, Marun disse que o partido vai para as eleições “torcendo para que a população caia na real”. “Eleição se ganha e se perde. Ninguém pode apresentar à população o conjunto de realizações que nós promovemos. Não existe receita para o país melhor que a nossa”, defendeu. As informações são do Correio do Estado.

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