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12/07/2018 - 14:00
Em depoimento, “comparsas” negam envolvimento de réu em execução
Na época adolescentes, os dois autores do crime negaram qualquer envolvimento de Rafael da Silva Duarte no homicídio de Richard Alexandre Lianho
 
 
 
Durante o julgamento sobre o assassinato de Richard Alexandre Lianho, na manhã desta quinta-feira (12), os comparsas de Rafael da Silva Duarte negaram que ele tenha qualquer envolvimento com o crime. Por videoconferência as duas testemunhas assumiram a autoria da execução e inocentaram o réu.

Indicados pelo MPE (Ministério Público Estadual) como autores dos disparos que mataram a vítima e também pela tentativa de esquartejar o corpo, os dois suspeitos - hoje com 18 e 19 anos - estão presos na Unei (Unidade Educacional de Internação) Tia Aurora e prestaram depoimento por videoconferência como testemunhas.

Primeiro a falar, o rapaz de 18 anos afirmou que Rafael não sabia do crime e que ele sequer foi ao local em que o corpo foi abandonado. Diferente do depoimento prestado na delegacia, o suspeito contou que sequestrou a vítima com ajuda de outro adolescente e só encontrou o réu na casa em que Richard foi “julgado” pelo PCC (Primeiro Comando da Capital).

O jovem afirma que Rafael não participou da conferência mesmo estando no local e que não foi a Cachoeira do Céuzinho com ele e o comparsa. “A gente não podia colocar ninguém no carro, foi só nós dois porque éramos menor de idade”. Em juízo, o rapaz detalhou que o outro adolescente dirigia o carro, enquanto ele permanecia com a vítima no banco de trás.

Ao contrário do que contou a polícia na época do crime, o suspeito ainda negou que Rafael levou a polícia ao local em que o corpo estava e também ser integrante da facção.

Também diferente do falado em fase policial, a segunda testemunha, hoje com 19 anos, reafirmou a inocência de Rafael e confirmou assumiu a participação no crime.

O rapaz alega ter sido ele o responsável por levar a polícia até o corpo de Richard. Ao contrário do comparsa, contou que Rafael chegou a casa em que a vítima foi “julgada” quando eles já estavam no local e ainda negou ter ligado o réu ao crime durante os depoimentos na Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico).

Para o juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, ele afirmou que foi proibido de ler o depoimento e que todo o relato descrito no flagrante foi “escrito pelo delegado”. Segundo ele, só após ser ouvido por uma segunda vez, na sede da 2ª Delegacia de Polícia Civil, conseguiu ter acesso ao que estava no registro. “Os policiais leram o depoimento aí eu assinei”, contou.

O suspeito ainda foi questionada se em algum momento foi orientado a não falar sobre o crime e se era integrantes do PCC, mas negou. Afirmou ao juiz que permanece em uma cela isolada na Unei, que não sabe o motivo para estar separado dos outros internos, para que por isso não tem contato com ninguém e sequer sabe se algum “colega” faz parte da facção.

Em depoimento se negou a dizer de quem era o carro usado para levar a vítima a cachoeira do céuzinho e repetiu várias vezes que o veículo estava em sua responsabilidade e por isso “era dele”. “ Eu sei que eu sabia chegar lá [cachoeira] porque eu já tinha ido várias vezes ido tomar banho lá”.

Se para a polícia o réu alegou que conheceu Rafael em uma reunião do PCC, na justiça contou que foi na rua, dias antes do crime. A execução de Richard foi encontrada no celular do rapaz, que ainda negou ter enviado o vídeo para o mandante do crime, identificado como HB20. “Não passei nada para ninguém, mas devo ter postado em alguma rede social, porque muita gente viu”.

Depoimento - Depois de acompanhar os depoimentos das testemunhas, Rafael foi ouvido e alegou ser inocente. Contou que o carro era dele e que emprestou aos dois adolescentes após receber uma ligação de HB20, quem só conhecia a quatro meses.

Como combinado, levou o veículo ao local indicado e encontrou os dois adolescentes, um deles armado. “Voltei para casa, porque era aniversário da minha irmã. Depois recebi uma nova ligação, pedindo para eu ir buscar o carro”, detalhou. Quando encontrou a dupla, recebeu um novo pedido: guardar a arma usada no crime.

“A gente acha que tem amigo e vai guardando as coisas, mas não sabia de crime nenhum”. Rafael afirma que não tirou o revólver do carro e no dia seguinte, quando foi encontrado pela polícia, mostrou onde a arma estava.

Caso - Richard morreu aos 25 anos por ser integrante do Comando Vermelho e ter se envolvido com a esposa, e também acusada, de uma liderança do PCC - na época preso no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande.

Conforme as investigações, Naiara Carolina Menezes Lopes teria marcado encontro amoroso com a vítima a pedido dos autores. No local, a vítima foi sequestrada por Rafael e dois adolescente, submetido ao “tribunal do crime”. Após videoconferência entre integrantes da facção, o rapaz foi sentenciado a morte.

Ele foi assassinado com tiros na cabeça, efetuados pelos menores, que ainda tentaram esquartejar seu corpo, cortando parte os braços e a cabeça da vítima. O corpo foi jogado no penhasco da Cachoeira do Céuzinho pelos menores e pelo réu e acabou encontrado no dia 15 de fevereiro, depois da prisão dos autores, que eram investigados por um roubo em Três Lagoas.

Rafael responde por homicídio qualificado pelo motivo torpe, ocultação de cadáver, corrupção de menores e posse ilegal de arma de fogo de uso permitido e de uso restrito
Campo Grande News
 
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