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01/07/2018 - 08:30
Empresas irregulares de caçambas tornam cidade em lixão
 
 
 
Com 60% do mercado de caçambas trabalhando na ilegalidade, Campo Grande se tornou um “cemitério” de entulhos, em razão da falta de fiscalização. Agindo livremente, 230 empresas não cadastradas na Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) despejam restos de construção, móveis, lixo doméstico e tudo que têm direito nas estradas vicinais e mais isoladas da Capital.

O crime ocorre com mais frequência desde 2016, quando a Prefeitura de Campo Grande desativou o aterro de entulho no Jardim Noroeste. Somente três empresas recebem o material de descarte. 

Segundo o presidente da Associação Campograndense de Locação de Bens Móveis (Alec), Bruno de Brito Curto, em seis meses mais de 20 mil caçambas foram utilizadas regularmente, o que resulta em um montante de 120 mil toneladas de entulho. 

“Das 300 empresas que trabalham na Capital, apenas 70 estão cadastradas. Infelizmente, elas trabalham livremente e descartam seus materiais em locais impróprios. Sem cadastro na Agetran, elas não são alvo de fiscalização”, ressaltou. 

O secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur), Luis Eduardo Costa, chegou a atendar a ligação da reportagem, mas não deu entrevista porque alegou estar em reunião. A pasta estuda colocar microchipagem nas caçambas, para conseguir uma fiscalização mais efetiva. 

Enquanto isso, a falta de conscientização ambiental continua explícita nas margens das vias. Empresas que não querem pagar pela responsabilidade do destino final dos resíduos estão criando “lixões” cada vez maiores de caçambas. No Macroanel Rodoviário, da saída para Rochedo (MS-080), por exemplo há vários morros de entulhos, um ao lado do outro. 

O motorista Cleber Felipe Paschoal, 33 anos, disse que não tem fiscalização no local ou placas para proibir depósito de lixo. “Caçambeiros jogam entulhos, bicho morto. Restos de poda de árvores também são descartados no local e as pessoas saem como se nada tivesse acontecido”.

Há um ano morando na região, ele vê diariamente a prática acontecendo no local. “A rodovia dá acesso para várias outras chácaras e locais de eventos. Se continuar desta forma, a estrada vai acabar virando um lixão mesmo. Acho triste uma coisa dessas”.

O cidadão que for flagrado realizando o descarte irregular de resíduos pela Polícia ou pela Guarda Civil Municipal responderá por crime ambiental e, caso flagrado por um agente fiscal de meio ambiente da Semadur, será autuado por meio de processo administrativo por poluição ambiental. As multas podem variar de R$ 2.243,00 a R$ 8.972,00.

Denúncias de descarte irregular devem ser direcionadas à Guarda Municipal, pelo telefone 153, e, nos casos de má conservação dos terrenos baldios, à Semadur, pelo Disque Denúncia 156.
Correio do Estado
 
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