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24/08/2018 - 14:00
Réus são condenados em caso de morta em 'teste de fidelidade'
 
 
 
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pós dois dias de julgamento do caso Jéssica Moreira Hernandes, jovem de 17 anos que foi assassinada a facadas em um "teste de fidelidade", os dois primos acusados do crime foram condenados pelo Tribunal do Júri em Cerejeiras (RO). A sentença começou a ser lida pelo juiz Bruno Magalhães Ribeiro por volta de 23h10 desta quinta-feira (23).

Os jurados absolveram Ismael José da Silva pelo crime de homicídio qualificado. Contudo, ele foi considerado culpado por ocultação de cadáver e condenado a um ano de reclusão e 10 dias multa. Ismael terá o direito de recorrer em liberdade. Ele namorava Jéssica na época que aconteceu o assassinato.

Já o primo dele, Diego de Sá Parente, foi condenado a 18 de reclusão por homicídio qualificado e mais um ano por ocultação de cadáver. O juiz não concedeu o direito de recorrer da decisão em liberdade. A pena inicial será cumprida em regime fechado.

O julgamento começou na quarta-feira (22) e seis homens e uma mulher formaram o júri popular. O Ministério Público informou que irá recorrer da decisão.

Em entrevista ao G1, Ismael informou que discorda da decisão. "Não esperava esse resultado, pois sou inocente. Em nenhum momento ocultei cadáver. Vamos recorrer da decisão. Eu sou inocente de tudo", disse.

A advogada dele, Shara Eugênio de Souza, contou que irá analisar o caso. "Nós vamos aguardar, para ter uma análise certa de nosso posicionamento. Com relação ao homicídio, foi acatado pelo Conselho da Sentença a negativa de autoria. Em relação a ocultação de cadáver, o Conselho não acatou a nossa tese. Ainda vamos sentar para termos uma posição", explicou.

O advogado Fernando Milani e Silva, defesa de Diego de Sá, também informou que não concorda com a decisão do júri. "A todo momento, perguntei para Diego se ele era culpado ou não, mas ele sempre disse que era inocente. Nós vamos recorrer com certeza", disse.

Durante a fase de debates do julgamenteo, o Ministério Público de Rondônia (MP-RO) pediu a condenação de ambos os réus pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver. O MP-RO pediu a condenação de Ismael e Diego por homicídio com quatro qualificadoras: motivo torpe, feminicídio, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e meio cruel.

O MP-RO concordou com a conclusão da Polícia Civil, que apontou que Ismael matou Jéssica e Diego ajudou no crime. Depois do crime, os dois teriam ocultado o corpo da jovem.

Para o MP-RO, Diego teria atraído Jéssica para a casa da mãe dele com o argumento de que mostraria à vítima provas de que o primo, seu então namorado, havia traído ela.

Durante a manhã, Diego foi interrogado por mais de três horas e chegou a se emocionar. O réu a todo momento reiterou que foi Ismael quem matou a namorada e ele apenas ajudou a ocultar o corpo.

No primeiro dia do júri, 11 pessoas foram ouvidas, sendo elas oito testemunhas e três informantes – pessoas que têm alguma ligação com os réus e com a vítima.

Cronologia do 1° dia de júri

Júri começou às 9h da manhã, com sorteio de júri.
Primeiro depoimento foi de uma investigadora da Polícia Civil.
Testemunha seguiu falando até por volta de 13h.
Ao todo, 11 pessoas foram ouvidas, sendo elas oito testemunhas e três informantes – pessoas que têm alguma ligação com os réus e com a vítima.
Ismael é ouvido durante a noite pelos jurados.
O júri seguiu até 23h em Cerejeiras.
Como Jéssica foi morta?
Jéssica foi assassinada com golpes de faca após um suposto teste de fidelidade. A garota foi encontrada morta no dia 24 do mesmo mês, na Linha 4, zona rural de Cerejeiras. A vítima tinha apenas 17 anos.

O que alegaram os réus?
Diego alegou que o primo, Ismael, era um namorado extremamente ciumento e estava desconfiado da infidelidade de Jéssica. Por conta disso, o chamou para fazerem um teste de fidelidade com a garota.

Diego disse que foi ameaçado por Ismael para ajudar a esconder o corpo da garota. Porém, a defesa apresentou provas no julgamento, em 2017, que Ismael estava no trabalho no horário do crime, e o réu foi absolvido.

Após ser liberado, o Ministério Público de Rondônia (MP-RO) entrou com recurso e a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça foi unânime em determinar que Ismael também fosse julgado pelo júri popular.
G1
 
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