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16/03/2017 - 16:00
Modelo e ex-amante de Youssef é indiciada na Operação Lava Jato
 
 
 
A Polícia Federal indiciou a modelo e ex-amante do doleiro Alberto Youssef, Taiana Camargo, na segunda-feira (13). 

Ela foi indiciada pelos crimes de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores de Youssef, um dos primeiros alvos da Operação Lava Jato.

Conforme a polícia, para esconder o seu patrimônio, Yousseff transferiu um apartamento em São Paulo para Taiana e uma sociedade em um restaurante.

Ainda de acordo com a polícia, além de quitar diversas despesas cotidianas da modelo, como o condomínio e a escola do filho dela, o doleiro ainda a presentou com uma BMW.

Segundo a PF, Taiana tinha conhecimento das atividades ilícitas de Youssef. "Ou, ao menos, era presumivel que soubesse delas", afirma o delegado da Polícia Federal Ivan Ziolkowski. No despacho, a PF ainda fala sobre a dificuldade em ouvir a modelo.

"Procede-se o indiciamento indireto ante a contumácia da indiciada de não prestar esclarecimentos em sede policial. Intimada em 03/03/2016 (117v) não ompareceu pedindo para ser ouvida por precatória (fI 120). 

Expedida carta precatória, não compareceu às oitivas marcadas para os dias 25/07/2016 apesar da intimacão, fi143. Em nova intimação o para o dia 06/10/2016, obteve-se a informação de que se encontrava no exterior. (fI 150). A carta precatória foi devolvida sem cumprimento", diz trecho despacho.

Em 2015, ela posou nua para a Playboy. Ao EGO, à época, Taiana afirmou que não tinha mais nenhuma relação com Youssef desde que ele foi preso. "Nunca mais nos falamos", disse ela. O G1 tenta contato com a defesa de Taiana Camargo.

Youssef foi condenado na Operação Lava Jato e deve passar os próximos quatro meses em prisão domiciliar, em um apartamento no bairro Vila Nova Conceição, em São Paulo. A mudança de regime é um dos benefícios obtidos pelo acordo de delação que ele firmou com o MPF (Ministério Público Federal), em 2014.

A prisão de Youssef ocorreu em 17 de março de 2014, em um hotel em São Luis, no Maranhão. À época, as investigações da PF apuravam a existência de uma quadrilha especializada em lavagem de dinheiro. Youssef era apontado como um dos líderes do grupo.

A Lava Jato cresceu a partir do momento em que os investigadores encontraram ligações da empresa Costa Global, pertencente ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, e os atos de lavagem de dinheiro promovidos por Youssef.

G1
 
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