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13/04/2017 - 15:45
'Não vou rir, nem vou chorar', diz Lula sobre acusações de Marcelo Odebrecht
 
 
 
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (13) durante entrevista à Rádio Metrópole que é a acusação feita por Marcelo Odebrecht é “inverossímil e irreal”. Lula ainda disse que não vai rir nem chorar, apenas ler cada peça do processo junto com seus advogados e exigir provas.

Em depoimento ao juiz Sérgio Moro, Marcelo Odebrecht disse que destinou milhões para o “amigo", codinome referente a Lula. Primeiro ele cita o depósito de R$ 35 milhões e depois fala em R$ 40 milhões. Segundo Odebrecht a conta era gerida pelo ex-ministro Antonio Palocci.

"É tão inverossímil as acusações, é tão irreal as acusações, que eu não vou rir, nem vou chorar. Eu vou analisar corretamente, vou conversar com os advogados, pegar o processo, ler cada peça do processo para que a gente possa chegar no dia certo e dizer claramente o seguinte: a delação tem que ser provada”, disse Lula.

"Ontem, houve mais um absurdo: a delação do Marcelo Odebrecht. Eu até compreendo que o Marcelo está preso há dois anos, até compreendo que ele tem família fora, que ele deve estar comendo o pão que o diabo amassou, que talvez ele esteja tentando criar condições para sair da cadeia", declarou em outro trecho da entrevista.

O depoimento foi prestado na segunda-feira (10), em ação penal da Lava Jato que envolve Antonio Palocci, o ex-presidente do Grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e outros 13 réus. Nesta quarta (12), o juiz Sérgio Moro retirou o sigilo dos interrogatórios dessa ação.

Na entrevista à rádio nesta quinta, Lula disse estar “muito tranquilo”. “Eu continuo desafiando qualquer empresário brasileiro, qualquer empresário, a dizer que um dia o Lula pediu R$ 10 pra ele ou alguém. Se alguém pediu em meu nome, a pessoa que pediu tem que ser presa, porque eu nunca autorizei ninguém a pedir dinheiro em meu nome”, afirmou.

“Eu não posso ficar nervoso, eu não posso perder a cabeça com cada coisa dessa”, disse. “Hoje eu vou conversar com os advogados, vou começar a ler a peça e vou me preparar para o meu depoimento. E a vida continua, vou continuar fazendo política. O dia que alguém provar um erro meu, ou R$ 10 ilícitos na minha vida, eu paro com a política", completou.
Henrique Kawaminami, com agências
 
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