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04/10/2018 - 13:45
Filme com cenas de sexo em escola pública revolta pais e professor
 
 
 
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Um filme com cenas de sexo, exibido nesta quarta-feira (3), para os alunos de ensino médio de uma escola estadual em Campo Grande, revoltou os pais dos adolescentes por causa do conteúdo exposto. O caso ganhou repercussão nas redes sociais, entre indignações, ameaças e apoio.

O filme chama-se “Crime Barato”, um longa-metragem produzido em Campo Grande, pelo cineasta Mhiguel Horta, com roteiro que conta a história das lutas LGBT+. Contudo, de acordo com o arquiteto e bacharel em Direito Roberto Gomagal, 59 anos, o problema apontado por muitos pais não é em si o tema exposto, mas sim o sexo explícito aos adolescentes.

Roberto tem um sobrinho que estuda no colégio e foi quem fez a postagem no Facebook, relatando o ocorrido de acordo com o que ouviu de alguns alunos. Na rede social, ele fez o seguinte relato:

“Foi exibido agora pela manhã, na Escola Estadual Maria Constance de Barros, localizado na Candido Mariano, um filme de sexo explicito de cunho homossexual onde os alunos não foram avisados de seu conteúdo sexual. Além de não serem informados, após adentrarem ao auditório os mesmo foram proibidos de sair durante a apresentação e ameaçados pelo responsavel caso alguem filmasse ou fotografasse as cenas do repugnante filme. o Nome do irresponsável é Jó Medeiros de Aquino professor de Artes e o Diretor Daniel Lemos, esse lixo de filme é entitulado O CRIME BARATO, foi rodado em Campo grande e pasmem, financiado com verba pública. Jovens a partir de 14 anos das, 1 series A, B, C e D, 2 series A, B e C, 3 series A e B, todas do segundo grau, foram mantidas “em cativeiro” sem poder se retirar do recinto ate que fossem exibidas as cenas de sexo explicito”.

A postagem gerou muitos compartilhamos e mensagem de várias pessoas, com diferentes pontos de vista.

Para Roberto, a educação sexual cabe aos responsáveis pelos alunos e na escola deve-se ensinar apenas a parte biológica.

A irmã de Roberto, que também participa da educação do sobrinho dele, disse que foi à escola conversar com a direção, que, segundo ele, afirmou que não assistiu o filme antes de passar para os alunos, portanto desconhecia o conteúdo.

“Não há problema em tratar nas escolas temas como LGBT, as lutas deles, o problema foram as cenas de sexo”, pontua Roberto, que defende que o adolescente irá conhecer o sexo naturalmente, mas a maneira que isso será exposto a ele compete à família.

Em nota, a Sed (Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul) afirmou que abriu processo administrativo para apurar o ocorrido.

“A Secretaria de Estado de Educação abriu processo administrativo para apurar a ocorrência relata pela comunidade estudantil após exibição de um filme com temática sexual, ocorrida no dia 03 de outubro de 2018, na Escola Maria Constança de Barros Machado”.
Midia Max
 
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