Bombeiros que atuaram no terremoto do Haiti, no início de 2010, estão trabalhando nos escombros dos três prédios que desabaram ontem de noite no Rio.
Editoria de Arte/Folhapress
Três cães farejadores chegaram há pouco na montanha de ferro e pedra para auxiliar na busca às vítimas. Cerca de 60 bombeiros trabalham agora nos restos dos edifícios.
Dezenove pessoas estão desaparecidas, segundo o prefeito Eduardo Paes. Uma nuvem de poeira é vista de vários pontos do centro do Rio. Cinco pessoas já foram resgatadas com vida, sendo que três delas permanecem internadas.
As vítimas foram encaminhadas ao Hospital Souza Aguiar e uma delas precisou passar por cirurgia após ter tido o couro cabeludo arrancado.
DOAÇÕES DE SANGUE
O HemoRio, que coleta sangue para distribuir aos bancos dos hospitais do Estado, informou que precisa de doações devida ao desabamento.
Segundo a assessoria de imprensa, o estoque já estava baixo, e algumas bolsas de sangue já foram encaminhadas ao Hospital Souza Aguiar, onde três feridos ainda estão internados.
O HemoRio está aberto e funciona na rua Frei Caneca, 8, região central.
DESABAMENTO
Os três prédios localizados ao lado do Theatro Municipal desabaram por volta das 20h30. O teatro não foi atingido, mas seu anexo, onde funciona a bilheteria, sofreu danos por causa dos escombros.
Pessoas que estavam em um edifício próximo usaram a luz de seus telefones celulares para chamar a atenção dos bombeiros e buscar socorro. Com as escadas cheias de escombros, não havia como sair. Um grupo de 30 pessoas foi resgatado.
Zelador de um dos prédios, uma das vítimas disse que o edifício Liberdade estava vazio quando houve o desmoronamento, mas de acordo com o analista de sistemas Fernando Amaro, 29, que estava no quarto andar do Liberdade, um grupo de 30 pessoas participava de um treinamento profissional no imóvel.
Às 21h30 houve um princípio de incêndio. De acordo com bombeiros, havia forte cheiro de gás no local. Jornalistas e curiosos foram afastados. Um cordão de isolamento mantinha todos a cerca de um quarteirão do local do desabamento.
Fiscais da CEG (companhia de gás do Rio) foram chamados para fechar as tubulações de gás, por medida de segurança. A empresa informou que não havia registro de reclamações de vazamento de gás no prédio, nem vistoria agendada. A Light desligou o fornecimento de energia nos arredores para evitar incêndios.